Informações Úteis

População: 350 mil habitantes
Código Internacional: 84

Custo de Vida

Fonte: Numbeo
Real Dólar Euro
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$ 79,69
$ 150,50
Refeição (em local barato) $ 3,55
Fast food (combo) $ 6,79
Água $ 0,50
Cerveja (garrafa) $ 1,44
Refrigerante (lata) $ 0,70
Mercado Ver Mais
Leite (1 litro) $ 1,09
Pão (tipo francês) $ 1,23
Ovos (dúzia) $ 2,12
Queijo (1kg) $ 5,66
Transporte Ver Mais
Passagem local (só de ida) $ 0,45
Táxi (corrida de 1km) $ 0,70
Gasolina (1 litro) $ 1,39
Diversão
Cinema $ 6,03
Academia (mensal) $ 72,25
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Cusco

Cusco
3.5 1 1 comentários
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Encravada a 3.400 metros de altitude na região dos Andes, Cusco é um pedaço vivo da história antiga. Afinal, esta cidade peruana, cujo nome na língua nativa quéchua significa “umbigo do mundo”, soma mais de três mil anos. Foi a capital do império inca e é também o grande centro arqueológico do continente. Na arquitetura, destaca-se no cenário uma mistura de estilos: as muralhas e paredes de pedra do período pré-colombiano (antes do descobrimento da América) com as construções barrocas e renascentistas da colonização espanhola.

Já em tempos modernos, Cusco virou sinônimo para destino de aventura, cultura e muita festa Todo ano, recebe milhares de turistas do mundo inteiro, que passeiam pelo charmoso centro histórico, fazem compras nas inúmeras lojas de artesanatos, exploram os lendários sítios arqueológicos e museus, além de curtir o agito noturno e gastronômico.

Pelas ruas estreitas e praças, grupos de músicos e dançarinos folclóricos animam os visitantes. As tradições populares se estendem com muitas festividades típicas ao ar livre. A Festa do Sol (Inti Raymi), em 24 de junho, é a maior e mais conhecida celebração cusquenha. Com tantos ingredientes no cardápio de atrações, a viagem a Cusco, que é também o ponto de partida a Machu Picchu, torna-se 100% vibrante e instigante.

Cultura

Capital mítica do império inca, Cusco guarda muitas relíquias históricas, mitos e lendas. Muitos pontos culturais concentram-se ao redor da central Praça de Armas. Para mergulhar na tradição local, o turista deve conhecer as diversas igrejas, conventos, museus, palácios, fortalezas e sítios arqueológicos.

A Catedral de Cusco e o Templo do Sol (ou Qoricancha pelo batismo inca) são símbolos arquitetônicos da cidade. A primeira foi construída durante 100 anos (entre 1560 e 1664) e conta com uma coleção de pinturas de artistas cusquenhos. Já o segundo espaço também abriga o convento Santo Domingo, misturando arte renascentista, barroca e inca.

Em uma cidade com alguns milênios de vida, os museus simbolizam grande tesouro da humanidade. Há espaços com acervos temáticos da arte pré-colombiana (obras arqueológicas que datam de 1250 a.C. até 1532 d.C), da contemporânea e da religiosa. Sem contar os museus Inca e de História Natural.

Não bastassem as exposições, os diversos sítios arqueológicos aprofundam mais o conhecimento sobre as existências cusquenha e peruana. O Vale Sagrado dos Incas, a 15 km ao norte da cidade, tem um monte deles. A região hospeda povoados de origem inca que ainda parecem viver nos tempos de colônia.

Mas Cusco não vive só do passado. Tem uma cena artística atual e respeitável, com boas companhias de dança e música folclórica. Os principais espetáculos e peças, tanto nacionais quanto internacionais, estão em cartaz nos teatros Municipal e Kusikay.

Passeios

A Praça de Armas é o principal centro turístico de Cusco. A região alberga a maioria dos prédios históricos, restaurantes e bares que atraem mochileiros do mundo todo. E o melhor: toda a área pode ser explorada a pé. As igrejas La Catedral e Compañía de Jesus, ambas ao redor da praça, estão entre os principais cartões-postais da cidade.

Na mesma vizinhança, um endereço se faz imperdível. Trata-se da rua mais popular de Cusco, chamada Hatunrumiyoc. A via foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, devido ao Palácio Arzobispal (atual Museu de Arte Religiosa) e pelo muro de pedras gigantes que serviu de base para a construção espanhola.

Uma dica: os viajantes podem adquirir o Boleto Turístico de Cusco. O pacote de ingressos é válido por dez dias e permite visitar 16 atrações, entre museus e centros arqueológicos. Há outras opções de boletos parciais, mas com menos locais e só um dia de duração.

Outro point descolado para bater perna é o San Blas, reduto de artistas e boêmios. Repleto de ateliês e velhos casarões, o bairro de ruas estreitas fica no alto e rende bela vista da cidade. Nos arredores do centro, a apenas 10 minutos de carro, siga para o Complexo Arqueológico Sacsayhuamán. O lugar é um retrato das construções incas e chama atenção pelos enormes muros de pedra de até cinco metros de altura e toneladas de peso. Depois do passeio, paira um mistério no ar: como obras tão complexas foram construídas há centenas de anos? Só mesmo os incas para contar… por isso o segredo será eterno!

Comida

Na antiga capital dos incas, a boa mesa é garantida! Há muitos cafés e restaurantes, dos mais sofisticados até os econômicos para mochileiros. A maioria deles fica no centro, sobretudo ao redor da Praça das Armas.

As chamadas ‘quintas’, que tem no cardápio o cuy assado (uma espécie de porquinho-da-índia ao forno), são tradicionais restaurantes ao ar livre. O turista deve ir também às chicherías e picanterías da cidade. São locais bem simples, ao estilo “sujinho”, com pratos tipicamente andinos. No cardápio, fazem sucesso o cuy chactado (porco com batatas), chicharrón (porco frito com cebola e milho), costillas (costela), pollo a la brasa (frango assado com fritas), papa rellena (batatas recheadas com vegetais), tamal (massa de milho cozida no vapor) e sopa de quínua. A bebida mais popular entre os nativos é a chicha de jora, destilado à base de milho fermentado.

Para variar o menu, é possível encontrar boas opções da cozinha internacional. O Cicciolina e o Incanto, por exemplo, são conhecidas cantinas italianas. Enquanto os restaurantes vegetarianos e de comida asiática têm público cativo em qualquer lugar do mundo.

Compras

A rica produção artesanal e artística dita o ritmo das compras em Cusco. A cidade se caracteriza por suas lojas especializadas em tecidos, pinturas, cerâmicas, pratarias e marcenarias. Ambulantes abastecidos de produtos típicos são muitos comuns nas ruas. Vale comprar os tradicionais ponchos e gorros de lã coloridos peruanos. Seja no frio, para uso próprio, ou no calor, para levar de lembrancinha.

Entre os pontos comerciais mais turísticos, o popular Mercado Central, perto da estação de trem São Pedro, vende de tudo. Outro concorrente de peso é o Centro Artesanal Cusco. Operado pelo governo, é o maior mercado do gênero na cidade e com preços em conta. Já o Centro de Têxteis, mantido por uma organização sem fins lucrativos, oferece até 70% de descontos nas vestimentas feitas à mão pelos artesãos. Na mesma linha barata, as lojas de artigos de Alpaca ofertam uma rica coleção de inverno (como xales, jaquetas e pulôveres).

No roteiro de compras, devem constar ainda as principais lojas de antiguidades e ateliês de San Blas, o conhecido “bairro dos artesães”. A antiga casa do famoso artista religioso peruano Hilário Mendívil virou uma interessante loja-museu. Para quem gosta de arte, Cusco é garantia de bons negócios!

Noite

Turística, a cidade cusquenha é uma festa à noite. Bares, pubs, lounges e discotecas bombam na alta temporada (de junho a setembro) e recebem jovens de diversos países. Antes da balada madrugada adentro, o happy hour é tradição por lá (das 19h às 22h). Os moradores adoram tomar a Cusquenha, a cerveja peruana mais popular. Para isso, o Perros é um dos bares mais cool de Cusco, com boa música e cardápio atrativo.

O San Blas, bairro dos artistas, também é reduto boêmio. Abriga bares descolados, como o KM 0, que mescla música ao vivo e galeria de arte. Já a partir das 22h, começa a muvuca de gente nas danceterias no entorno da Plaza de Armas. A Mama África é o destino preferido dos jovens que curtem dançar e azarar durante altas horas.

Transporte

Para chegar a Cusco, basta desembarcar no aeroporto internacional Velasco Astete, a apenas 5 km do centro histórico. Outra maneira, mais aventureira diga-se de passagem, se dá pelo boliviano Trem da Morte. O roteiro é bastante tradicional dos mochileiros brasucas que vão à cidade cusquenha. A viagem começa em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e segue para Puerto Quijarro, na fronteira boliviana, onde acontece o embarque no famoso trem.

Ao descer em Cusco, uma das melhores maneiras de se locomover é a pé. Pois o centro é compacto e charmoso para caminhadas. Mas, se precisar percorrer longas distâncias, chame um táxi. Eles não são caros e sempre é possível barganhar. Só pegue os carros oficiais para evitar possíveis problemas com veículos clandestinos. Ônibus e vans completam as opções de transporte local. Já para alugar carro, é recomendável ter a Carteira Internacional de Habilitação.

Informações Gerais

  • Fuso: -2h
  • Moeda: Novo Sol   (S/.)
  • Idioma: Espanhol e outros dialetos
  • Código local: 84
  • Clima: Temperado e de cordilheira. No verão, a temperatura máxima é de 20º C. Enquanto no inverno a mínima chega a 0º C, entre junho e julho.
  • População: 350 mil habitantes

Dicas de Quem Já Foi

  • Edson Caldeira (1 ano atrás)
    "Li atentamente os informes acima sobre Cusco. Estive lá e garanto que é tudinho como descrito aqui, uma lugar fantástico, maravilhoso, que te faz voltar aos tempos do império Inka. Não deixe de visitar Olamtaytambo entre cusco e machupichu, terra do gral olamtay que raptou e casou com a filha do Ink"
Total 1 depoimento

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