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População: cerca de 500 mil habitantes

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Custo de Vida

Fonte: Numbeo
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Liverpool

Liverpool
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Mundialmente conhecida como a terra dos Beatles, Liverpool tem muito mais a oferecer do que a memória do maior grupo de rock da história. Há mais de um século, o futebol é outra grande paixão dos moradores da cidade margeada pelo rio Mersey. O Liverpool FC, time inglês com mais títulos na história, faz o clássico local com o Everton FC, arrastando multidões aos estádios.

No quesito infraestrutura, esta antiga vila de pescadores do século 12 virou no século 19 o mais importante centro industrial e comercial da Inglaterra, sobretudo por causa do porto. Está mais rica até do que a capital Londres.

A cidade oitocentona também é culturalmente um tesouro. Sede da maior catedral anglicana do país, pródiga em museus, galerias de arte e dona de uma forte cena musical, Liverpool chegou a ser eleita a capital cultural da Europa em 2008. Naquele ano, recebeu mais de 300 eventos artísticos, quase um por dia.

Sua face charmosa está marcada pela arquitetura fabril, composta por armazéns de quase 200 anos. Restauradas e tombadas pela Unesco, as velhas docas transformaram-se em lojas, cafés, restaurantes, bares e museus. Assim, os atuais complexos de entretenimento seguem em franca expansão e, aos poucos, atraindo turistas a Liverpool não só pelo fanatismo da beatlemania, como também por um conjunto variado de atracões superlativas.

Cultura

Depois de Londres, Liverpool tem o maior número de museus e galerias de arte do Reino Unido. Na zona portuária da Albert Dock, concentram-se as melhores exposições. Lá, ficam o Tate Liverpool, filial da famosa galeria londrina focada em arte moderna e inglesa, o Beatles Story, principal museu do grupo, e o Maritime Museum, sobre o mundo dos barcos e navios.

Noutro corredor cultural da cidade, a rua William Brown, vale conhecer a centenária Walker Art, uma das galerias de arte mais importante do continente, pois reúne obras com mais de 700 anos de história. Junto está o World Museum Liverpool, com coleções arqueológicas (inclusive de dinossauros) e de ciências, além de um divertido planetário.

Se o assunto for literatura, a região da School Lane perfila vários sebos. Por ali, fica também o Bluecoat Arts Centre. O prédio mais antigo do centro de Liverpool virou um polo cultural agitado, com exposições de arte em geral.

E quando a arte vem dos palcos, o Empire Theatre, na Lime Street, é referência. Suas peças em cartaz variam entre drama, comédia e até apresentações de balé. Igualmente respeitada, a Philharmonic Hall (na Hope Street), casa da Royal Philharmonic Orchestra, apresenta prestigiados concertos.

Passeios

Do Albert Dock, região das docas, partem os principais tours por Liverpool. Um deles é o Magical Mistery Tour, que passa por todos os principais pontos temáticos sobre os Beatles. Outra boa pedida é subir a bordo de barco a passeio pelo rio Mersey, de onde rola fotografar os três edifícios-símbolo da cidade: o Porto de Liverpool, o Cunard, antiga empresa de navios, e o gótico Royal Liver Building. Seu relógio no topo é maior que o Big Ben de Londres.

Uma volta pelo YellowDuckmarine, uma alusão à música da banda mais famosa da cidade, “Yellow Submarine”, é imperdível. Trata-se de um veículo militar típico da Segunda Guerra que anda na terra e na água. O público vai ao delírio a cada “mergulho”!

Ao caminhar a pé pelo centro, vá conhecer a Liverpool Cathedral, a maior igreja anglicana do país. Inaugurada em 1924, demorou a ficar pronta por causa da Primeira Guerra. Galgar até a torre é o ponto alto da visita em todos os sentidos. Para completar o tema, siga em direção à Metropolitan Cathedral, com arquitetura modernista e desenho circular.

Fazendo o estilo mais “geek”, voltado aos fanáticos por tecnologia, o centro FACT (Fundação para Arte e Tecnologia Criativa) tem cinemas, galerias de arte, cafés futuristas e exibições de vídeos e outras mídias. Programão, com interação total!

Compras

Lembrancinhas e produtos relacionados aos Beatles são, por motivos óbvios, o que mais vendem em Liverpool. Mas a cidade abriga uma grande variedade de comércio. Na Whitechapel Street fica o Metquarter, endereço de grifes caras. Enquanto que a região das ruas Church e Mathew estão repletas de lojas de todos os tipos. Há desde lojas de departamento e butiques chiques até o shopping Cavern Walks.

Por ali, há também o Beatles Shop. Os beatlemaníacos podem encontrar de tudo lá relacionado à legendária banda inglesa, incluindo objetos memoráveis que  pertenceram a John Lennon e cia. Os fãs dos Beatles têm outra boa opção de compras no Heritage Shop, à rua Colonnades. Os amantes da música ficarão ainda mais alucinados ao conhecer a Hairy Records, na Bold Street, uma das melhores lojas de vinil da Inglaterra.

Quem gosta de artesanatos típicos deve ir ao Bluecoat Display Centre, em College Lane. Nesse espaço, artesãos britânicos expõem peças de metal, cerâmica, cristal, madeira e joias. Já para enfeitar a parede, a galeria Frank Green’s, em Oakfield Road, comercializa quadros de famosos artistas locais, que retratam a vida cotidiana da cidade desde o passado até os tempos atuais.

Se você é bom na pechincha, não descarte a Nelson Street, a porta de entrada da mais antiga Chinatown da Europa. No roteiro de compras, ao final, acrescente uma visita a duas das mais tradicionalíssimas lojas de Liverpool. Trata-se da William Forbes, que há mais de um século vende objetos náuticos, e da Thornton’s, especializada em chocolates e toffees. Cuidado só para não lambuzar os dedos e beiços!

Noite

A vida boêmia de Liverpool, repleta de pubs, encanta os amantes da boa música com muitos shows ao vivo.

O Cavern Club, na agitada Mathew Street, é nada menos o lugar “sagrado” onde os Beatles começaram a tocar. Hoje, seu porão escuro atrai milhares de fãs do rock. Na mesma rua, fica o café Lucy in the Sky with Diamonds, outro reduto beatlemaníaco que leva o nome de uma canção da banda. A casa oferece ótimo rango e bom repertório musical, ao mesmo tempo em que se pode apreciar sua decoração com fotos, pôsteres e objetos do passado musical da cidade.

Ainda pela Mathew Street, o despojado Grapes Pub reserva boa surpresa aos turistas. A pint é servida por simpáticas barwomen que chamam o cliente de “darling” (querido). Outro point bem frequentado à noite é o bar-restaurante Panamerican Club, no Britannia Pavilion. O happy hour lá esbanja animação.

Muitas das baladas musicais migraram para o distrito Ropewalks, ao sul do centro da cidade. Antigos depósitos de tijolos vermelhos ganharam novo layout: o de pubs escuros, clubes bacanas e espaços de apresentação, onde bandas iniciantes passam a despontar para o sucesso.

Comida

Nas ruas, eis uma infinidade de restaurantes variados. Os mais badalados ficam na Hope Street, no Georgian Quarter. As culinárias mais encontradas são a britânica, irlandesa, escocesa, chinesa e italiana. O cardápio tem muitas carnes assadas, peixes e pratos vegetarianos. Como em qualquer boa cidade inglesa, a cerveja é a bebida preferida.

Mas (acredite!) um dos restaurantes mais badalados da cidade tem sangue latino, ou melhor, Alma de Cuba, como seu próprio nome sugere. O estabecimento fica no interior da antiga St. Peter's Church, na Seel Street, e oferece a boa mesa da terra de Fidel, acompanhada de sons latinos, mojitos e martinis.

Transporte

A melhor maneira de conhecer a cidade é através de um tour das companhias de turismo. Apesar de o centro ser compacto e fácil para caminhar, um roteiro mais completo pode ser feito de ônibus, vans, carros ou barcos.

Uma opção ágil de transporte para o dia a dia do visitante é o trem. As principais estações são a Norton St Coach e Lime Street. Já se preferir alugar carro, é necessário ter a carteira internacional de habilitação. Só não se esqueça que, pelo costume inglês, o volante fica do lado direito do carro.

Informações Gerais

Moeda: Libra

Idioma: Inglês

Fuso horário: + 3h

Clima: A temperatura mínima, em janeiro, é de 2º C. Já a máxima, em julho, é de 20º C.

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