Ir a China e não conhecer um dos maiores monumentos arquitetônicos já feitos, a Muralha da China, espírito nacional do povo chinês é praticamente um crime. Além dessa brilhante obra, lugares incríveis na capital chinesa não faltam.
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Informações Úteis
Idioma: Mandarim
Moeda: Yuan
População: Cerca de 15 milhões de habitantes.
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Pequim
Embora os brasileiros tenham se acostumados a chamar a capital chinesa de Pequim, daqui pra frente a cidade quer ser conhecida pelo mundo só como Beijing. Os chineses que nos perdoem, pois a força do hábito é mais forte, né? Sendo assim, a "Pequim" do século 21 remodelou-se para sediar as Olimpíadas de 2008. De lá para cá, ficou mais acessível e receptiva aos turistas. Se ainda é difícil se comunicar em mandarim, dá muito bem para se virar no inglês.
Apesar do contínuo progresso, a metrópole não perdeu suas raízes e a identidade cultural do antigo império chinês. Passear por ela continua sendo uma viagem no tempo. Os tradicionais artesãos e as pessoas a bordo da velha e boa bicicleta coexistem com os grandes empreendimentos comerciais e as constantes novidades tecnológicas. Há entretenimento para todos os gostos: do antigo ao novo.
Diversos templos, museus, monumentos, jardins, shoppings, bares, restaurantes, baladas e outros pontos de interesse se espalham pela cidade. Não à toa Pequim já é hoje um dos destinos mais visitados do planeta. Afinal, lá estão os principais atrativos turísticos da potência que mais cresce. Uma viagem ao Oriente não é completa sem passar por Beijing, um lugar agora para ir e voltar muitas vezes.
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Cultura

A China é um dos berços da humanidade. Logo, sua capital guarda os principais tesouros e monumentos dessa cultura milenar, como a Cidade Proibida e a Muralha da China. Seguindo a tradição ao ritmo da modernização, Pequim é o centro cultural do país. Ela está repleta de universidades, templos, espetáculos acrobáticos, teatrais,
óperas, galerias e museus. A cidade também valoriza a caligrafia tanto quanto a pintura, antiga ou contemporânea.
Em geral, os trabalhos expostos refletem os costumes, superstições e aspirações locais. Os melhores acervos de arte estão no Namoc (National Art Museun of China), no complexo de galpões 798 Dashanzi Art District e no Gudai Jianzhu Bowuguan (Museu de Arquitetura Antiga), além das galerias One Moon e Red Gate. Na categoria futurista, há até um museu dedicado à ciência e tecnologia.
Já para conferir as principais apresentações artísticas na cidade, duas casas se destacam. O Teatro Chaoyang é o palco da Trupe Acrobática da China, o maior grupo de acrobatas do país. Enquanto o Teatro Liyuan hospeda a aclamada ópera de Pequim.
Comida
No quesito gastronomia, Pequim evoluiu muito nos últimos tempos. Hoje possui bons restaurantes de comida regional, que vai dos pratos apimentados da região de Sichuan até os frutos do mar adocicados de Xangai. Mas a grande especialidade local, carro-chefe em muitos cardápios, é com certeza o pato assado fatiado e acompanhado de panquecas. A sopa de ninho de pássaro ou pata de camelo também sai bastante.
Os restaurantes mais famosos para se comer essas e outras coisas são o Fangshan, existente desde 1925 no parque Beihai, e o Quanjude, que tem várias filiais na cidade. Já nos grandes hotéis, como no Red Capital Club, é possível degustar outras opções da culinária asiática, sobretudo da Rússia, Índia e Vietnã.
E para quem quiser fortes emoções ao paladar, não deixe de provar as exóticas iguarias à base de insetos ou escorpião, vendidas em barracas de rua. Depois, é só fazer a digestão na Malian Dão, tradicional rua de casas de chá, com as mais diferentes ervas chinesas.
Noite
Se Xangai sempre foi a mais baladeira das metrópoles chinesas, Pequim também tem se transformado em point noturno, mudando um pouco a fama de cidade que só trabalha. A região ao redor do Estádio dos Trabalhadores, no bairro Chaoyang, concentra quase todos os bares e clubes dançantes. As casas noturnas da rua Lotus ficam sempre lotadas. Para saciar o apetite dos baladeiros de plantão, a região conta ainda com muitos restaurantes e lanchonetes abertos 24h.
Como alternativa aos picos da modinha, o CD Jazz Cafe é o melhor local de Pequim para ver apresentações de jazz e blues. Vale também ficar atento à programação da Tianqiao Happy Tea House, tradicional casa de shows e ótimo lugar para jantar.
Passeios
É obrigatório passear pelos pontos históricos da metrópole. Não há como ignorar a Cidade Proibida nem a Grande Muralha da China, considerados patrimônio da humanidade pela Unesco.
O primeiro, situado no centro, é o complexo de palácios construído em 1406 pelo imperador Yongle, da Dinastia Ming. Lá só viviam imperadores, seus familiares e criados. Os cidadãos não passavam do portão, daí a origem do misterioso nome.
Já a segunda construção é algo monumental. Construída entre os anos 5 a.C. e 16 d.C., a Muralha da China percorre mais de 5.300 quilômetros de extensão. Os trechos mais visitados e próximos de Pequim são o Badaling (mesmo trajeto das Tumbas Ming) e o Mutianyu, ambos a cerca de uma hora e meia em ônibus de excursão. Os aventureiros, por sua vez, gostam dos trechos mais distantes e selvagens, como Simatai e Jinshanling.
Prepare as pernas para caminhar mais pelos outros cartões-postais da capital chinesa. Deixe-se fotografar na emblemática Praça da Paz Celestial (Tian'anmen Square). Do tamanho de 63 campos de futebol, é a maior praça pública do mundo, sendo também palco de variadas performances artísticas.
Aos que admiram arquitetura religiosa, o Templo do Céu é o maior ícone da China. Ele é formado por três edifícios principais e possui um agradável parque anexo. Um pouco mais afastado do centro, o Palácio de Verão merece constar no roteiro de visitas. O conjunto palaciano tem mais de 800 anos de idade e abriga belos jardins, monumentos e um grande lago.
Por fim, aproveite para conhecer os hutongs, bairros típicos formados por um labirinto de ruas antigas. Ao mesmo tempo, explore o emergente bairro Chaoyang, onde está o novo Parque Olímpico.
Compras
Não fique sem levar um presente ou lembrancinha. Em Pequim, como em toda a China, a regra básica é barganhar, principalmente nos mercados ou lojinhas de rua. Para isso, uma das principais vias comerciais da cidade é a Nurenjie, cujo nome em mandarim significa “rua das mulheres”, no bairro de Chaoyang. Nela, há um mercado subterrâneo cheio de lojinhas de móveis e roupas, além do principal mercado de flores da cidade. Na mesma vizinhança, encontra-se o popular mercado Yashou, ideal para comprar jeans, bolsas, sapatos e eletrônicos piratas.
Do comércio de rua para os grandes shoppings. Há mais de 80 deles na cidade, muitos em Chaoyang. O Fashion Mall é dos mais badalados. Suas lojas de marcas nacionais e internacionais têm preços mais salgados. O mesmo vale dizer do Place, um dos mais novos shoppings de Pequim, dono da maior tela digital da Ásia, que fica na praça de alimentação. O Ri Tan Shangwu Lou não fica atrás e é um centro de compras para roupas, calçados e acessórios de alta qualidade. Outro concorrente de peso é o Oriental Plaza Mall, este na Wangfuing, região próxima à cidade antiga. Mas nada supera o Village Sanlitun, conjunto formado por 250 lojas, oito cinemas, hotel-design, galeria de arte, 30 restaurantes e bares e uma grande praça para shows.
Se a pedida for por obras de arte, a galeria Red Gate vende trabalhos de muitos artistas contemporâneos chineses. Ou se preferir garimpar algo inusitado, o Guang Han Tang, na Coachangdi, faz a linha brechó fino. Outra loja curiosa é a 3501 PLA Surplus, com artigos esportivos diversos, inclusive acessórios do maior exército do mundo, o comunista.
Transporte
O desembarque é no Aeroporto Internacional de Pequim, situado 25 km ao norte da cidade. O trajeto feito de táxi leva, em média, pouco mais de meia hora. Como o trânsito na cidade é caótico, uma das melhores maneiras de se locomover é justamente de táxi. O preço é bem acessível, mas sempre tenha em mãos o endereço do destino escrito em mandarim, no caso do motorista não entender inglês.
Já o transporte público tem melhorado e se tornado bastante eficiente. O metrô foi ampliado e, além de rápido e barato, se conecta ao trem de superfície. Em todas as estações, há avisos e comunicações visuais em inglês, o que facilita a vida do turista ao andar pela capital chinesa. Graças às Olimpíadas de 2008, até os ônibus foram modernizados, a maioria movida a gás e até com TVs de plasma. Só não pense em andar de “bumba” na hora do rush. Aliás, para driblar os congestionamentos, as bicicletas têm ganhado cada vez mais adeptos nas ruas de Beijing.
Informações Gerais
- Clima: No verão (entre os meses de julho e agosto), as temperaturas médias superam os 30 ºC. Enquanto no inverno (de novembro a fevereiro) os termômetros caem para até - 10ºC.
- Fuso: +11h
- Voltagem: 220 V
- Código local: 010
Dicas de Quem Já Foi
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Ricardo Nunes (9 meses atrás)
"Quero trabalhar em Pequim, um país de culturas e lugares fascinantes. "





