Vale a pena encarar as muitas horas de voo para mergulhar de cabeça na cultura e costumes nipônicos. Situado no extremo leste da Ásia, o Japão é um retrato diferente do resto do Oriente. Embora tenha virado potência ultramoderna, sua tradição milenar jamais se perderá com o tempo e progresso.
O império do sol nascente cresce com seus velhinhos simpáticos e ativos e, ao mesmo tempo, com uma geração de jovens descolados e high-tech. Dos mais novos, a maioria fala o inglês fluentemente. Por isso, o Japão tem se tornado destino cada vez mais acolhedor aos turistas. A população em geral é tolerante e bem-educada com os estrangeiros.
Mas aí vai uma dica importante de etiqueta: no cumprimento, apenas curve-se para agradecer ou dar saudação. Só aperte a mão de alguém se ela lhe for estendida primeiro. Abraços e beijos no rosto não são tão comuns. E evite assoar o nariz em público nem use sapatos dentro das casas.
Hábitos e peculiaridades à parte (confira o dicionário de gestos completo), nada disso atrapalha o bom andamento da viagem. Apesar de pequeno geograficamente – 70% de sua superfície é formada por montanhas inabitáveis – o país-arquipélago abriga quase 130 milhões de habitantes. Como tamanho (territorial) não é documento, os japoneses estão entre as maiores economias e centros comerciais do mundo. Há por lá entretenimento de sobra e, claro, boa comida. Afinal, trata-se do berço do sushi, sashimi e saquê. Não à toa, a culinária japonesa foi considerada a mais saudável do mundo.
Já para quem aprecia história e artes, o Japão é também a terra das gueixas, das lutas marciais, dos bonsais, do origami e mangá, do teatro de bonecos, dos robôs, além de esculturas, pinturas, músicas e danças típicas. O que falar então das centenas de templos e santuários budistas e dos belos jardins orientais? Aliás, a generosa natureza local oferece, ainda, águas termais e até neve para esquiar. Com 3.776 metros de altura, o sagrado vulcão Monte Fuji é o ponto mais alto do país.
As grandes cidades, por sua vez, encantam pelo passado e presente. Todas possuem um sistema de transporte da mais alta qualidade. A luminosa capital Tóquio mescla os edifícios futuristas com construções e bairros seculares. Chamada de “Veneza Japonesa”, em razão dos inúmeros canais, Osaka se destaca como centro gastronômico. Enquanto a antiga capital Kioto configura-se no principal polo religioso da nação, dona de um rico acervo que saiu ileso dos bombardeios da Segunda Guerra.
Como se presume, a lista de lugares bacanas é interminável. Portanto, embarque de mente aberta e sinta-se surpreendido ao conhecer de perto o país que já comemorou 100 anos de imigração no Brasil. Justa homenagem, pois viajar para o Japão com certeza é algo inesquecível!









