Darwin

Darwin

Batizada assim em homenagem ao famoso evolucionista Charles Darwin, a cidade é a capital do Northern Territory e, apesar de ser litorânea, também está parcialmente situada no famoso Outback, região desértica do interior australiano. Quem conhecer Darwin vai apreciar um lugar bonito, de paisagens deslumbrantes e natureza selvagem, além de calmo e superagradável. Apesar do estilo pacato, Darwin tem sua faceta moderna e cosmopolita.
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Informações úteis: Darwin

As chuvas começam em outubro e vão até fevereiro, sendo quente e úmido nesse período. Já em tempos "desérticos" estão garantidos dias bem ensolarados. As menores temperaturas não passam de 17°C e as maiores, de 35°C
Inglês
Cerca de 116 mil habitantes
112 km²
(UTC +9:30) 12 horas e meia à frente do horário do Brasil
Dólar australiano
+ 61
220-240 V

Cultura

Vamos à primeira dúvida suscitada pelo nome: sim, Charles Darwin esteve lá. Precisamente em 1836, quase três décadas antes da fundação oficial da cidade pelos britânicos, que viram na localidade um interessante entreposto militar do Império Britânico. Foi apenas em 1911, no entanto, que ela ganhou o nome do célebre evolucionista. Hoje, Darwin é considerada uma das capitais cosmopolitas da Austrália, e não por menos: apesar de ser pequena, estão localizados nela mais de 50 grupos étnicos.

Dada a sua localização estratégica, a cidade suscitou disputas ao longo dos séculos XIX e XX, passando por várias guerras e tendo sido até bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. Darwin também já passou por acidentes naturais devastadores, como o ciclone Tracy, em 1974, mas sobreviveu e se desenvolveu surpreendentemente.

Por toda a trajetória de recuperação e pelo mosaico de sua população, vale muito a pena mergulhar nessa cultura. Comece pelo Museum & Art Gallery of the Northern Territory, o mais rico acervo da região. O passado de forças armadas está exposto no Darwin Military Museum, no Australian Aviation Heritage Centre e no Fannie Bay Gaol, a antiga cadeia.

As construções arquitetônicas são outro marco, como a Catedral, o Templo Chinês, a Casa de Governo e o Museu Britânico do Telégrafo.

Também são comuns muitas bandas musicais e grupos de teatro de rua se apresentarem nas várias feiras ao ar livre. A principal casa de espetáculos fica em Brown’s Mart, lugar que já foi posto de troca de pepitas durante a corrida do ouro.

Comida

A culinária em Darwin é tão diversificada quanto suas etnias. Devido à forte influência asiática, é fácil encontrar os mais variados restaurantes japoneses, coreanos, vietnamitas, chineses e tailandeses.

É claro que para a hora do almoço nunca pode faltar a famosa torta salgada tão querida pelos australianos. Opções de recheios há de sobra, mas a mais apreciada é a trivial meat pie, torta salgada de carne.

Para uma refeição mais farta, não deixe de jantar na sofisticada marina de Cullen Bay. Pelo centro da cidade – nas ruas Mitchell, Aralia, Smith e East Point – há outras opções refinadas e exóticas.

Se você quiser conhecer o autêntico menu do Northern Territory, experimente o caranguejo gigante, o barramundi (peixe característico da região), e as carnes de búfalo, canguru ou crocodilo.

Noite

A noite de Darwin é como a cidade, ou seja, tranquila e segura. Mas obviamente você encontrará lugares para badalar como os das grandes metrópoles australianas. O pessoal mais animado desfruta de uma vida noturna em torno de festas, baladas, bares e, claro, os famosos pubs e até os cassinos. Muitos australianos dizem até que Darwin, apesar de pequena, tem o maior consumo de cerveja por habitante do mundo. Dá pra acreditar nisso?

O que fazer

O que fazer em Darwin? O clima quente e descontraído de Darwin proporciona a prazerosa sensação de que todos os dias são ideais para passear. E locais para os mais diferentes gostos não faltam.

Há belas praias, baías, reservas naturais e parques selvagens. Para conhecer a fauna local, é obrigatório ir ao Crocodile’s Park, que abriga centenas de répteis gigantes.

Outras espécies de animais são achadas pelo Territory Wildlife Park e no Aquascene, lugar ideal para pescar e alimentar peixes na maré cheia. Confira também o Indo Pacific Marine, na Stokes Hill Road. Este imperdível aquário apresenta corais vivos e todo seu exótico ecossistema, composto de cavalos-marinhos, peixes-palhaços e borboletas, além de águas-vivas. Dá até contratar um mergulho pelo fascinante reino submarino do Território Norte.

Depois de gastar o fôlego debaixo d’água, respire o ar puro do Jardim Botânico e da reserva East Point, que tem até um lago de água salgada para se refrescar. Para completar, passeie pelo compacto centro da cidade, ande de bicicleta ao longo do porto ou visite uma das muitas feiras ao ar livre.

Compras

Um dos principais pontos de compras fica no Darwin Mall, um calçadão de comércio da Smith Street. Outro badalado centro de consumo está em Stokes Hill Wharf, longo cais de madeira que já foi a principal área portuária da cidade, mas atualmente abriga ótimos restaurantes, bares, lojas e passeios de barco e hidroavião.

Darwin tem também inúmeras feiras ao ar livre. A mais famosa delas e boa para pechinchas é a de Mindil Beach, que vai além das barracas de comida típica e oferece artesanatos variados e de qualidade. É possível encontrar artigos feitos à mão, incluindo roupas, esculturas, cerâmicas etc. Esse também é um bom lugar para suvenires, como os famosos didgeridoos, instrumentos de sopro típico dos aborígenes. Se quiser se aprofundar no artesanato das populações nativas, vá à Aboriginal Fine Arts Gallery.

Transporte

Por ser uma cidade compacta, não existem dificuldades para se locomover em Darwin. Tudo é bem próximo, por isso existem muitos pedestres e ciclistas. Mas, se quiser poupar energia, os principais meios de transporte estão concentrados na Smith Street, no centro.