Atenção: luz, câmera e ação! Por trás do atual glamour e fama hollywoodianos, há uma surpreendente história de aventura e descoberta. Fundada em 1887, a hoje meca do cinema e um dos mais badalados distritos de Los Angeles era uma ampla região de campos de cevada, que foi comprada por um milionário do setor imobiliário.
A mulher do proprietário tentou transformar o lugar em uma comunidade religiosa chamada Hollywoodland. Como a ideia não vingou, as terras foram compradas por um grupo de investidores, que incentivou a expansão das ferrovias na região e impulsionou seu crescimento urbano.
Foi quando, em 1907, os primeiros produtores de cinema fugidos de Nova York, que na época cobrava caro pela patente dos equipamentos de filmagem, rumaram para o outro lado do país, mais precisamente na costa da Califórnia, caindo de “paraquedas” nos arredores de Los Angeles. E assim, por acaso, acharam Hollywood e logo ficaram encantados por sua ampla beleza.
O local era perfeito para filmagens. O clima ajudava, com sol praticamente o ano todo, além das paisagens diferentes e facilmente adaptáveis às mais variadas tramas – tanto o deserto quanto o mar e as montanhas existentes ali poderiam ser bem aproveitados como cenários naturais. O longa “O Poder do Sultão” foi o primeiro filme todo rodado em Hollywood naquele mesmo ano.
Logo, não tardou para se instalar os primeiros estúdios, com filmes e mais filmes sendo gravados. O boom de produções foi concretizado com a fundação do primeiro grande estúdio, a Paramount. Depois, avizinharam-se a MGM, a Fox, a Universal e vários outras empresas e cineastas, formando uma poderosa indústria do cinema. Foram de lá que saíram do forno as primeiras comédias de Charles Chaplin, até se chegar às atuais superproduções arrasa-quarteirão.
Com a crise do pioneiro cinema europeu durante a 1ª Grande Guerra Mundial, Hollywood então aproveitou a brecha e se consolidou como principal polo cinematográfico do mundo. E permanece assim até hoje. Não é uma história digna de cinema e que vale Oscar?


