Mais que o principal centro financeiro da Itália, Milão também é histórica e oferece ao visitante uma vida cultural e noturna fervilhante durante todo o ano. Existem muitas boas atrações para conhecer e curtir.
Seus palácios, museus, catedrais e monumentos são marcados pelo toque genial de mestres das artes como Michelangelo e Leonardo da Vinci. O bairro mais badalado é o Centro Histórico, onde tudo acontece e concentra os principais pontos turísticos, muitos deles perto de estações de metrô.
A catedral Piazza Del Duomo, a quarta maior do planeta e referência mundial na arquitetura de estilo gótico, é o local mais visitado da cidade. Cerca de 3.500 estátuas enfeitam sua fachada. A construção dela também é digna de Livro dos Recordes. Isso porque a obra durou quase cinco séculos para ficar pronta: de 1386 a 1805. Outra igreja secular que merece destaque chama-se Santa Maria delle Grazie. Seu refeitório, aberto à visitação pública, exibe nada menos que o retrato “A Última Ceia”, pintado por Leonardo da Vinci, entre 1494 e 1498.
No quesito museus, a maioria com entrada gratuita, a Pinacoteca di Brera é referência por abrigar as melhores obras-primas do país. Sua coleção de tesouros é fruto do trabalho de Napoleão Bonaparte, que usou o espaço como depósito para as peças confiscadas durante seu governo.
Ao mesmo tempo, e apesar do clima fúnebre, vale dar igual atenção ao cemitério Monumentale, não por acaso conhecido como “Museu a céu aberto”. O lugar expõe inúmeras e valiosas esculturas dos séculos XVIII e XIX. E lá estão enterradas algumas personalidades como o compositor Giuseppe Verdi e o tenor Franco Corelli.
Para admirar a arquitetura palaciana, o castelo Sforzesco, uma antiga fortaleza datada de 1368, é boa pedida e, de quebra, ostenta um acervo artístico de qualidade. Dentro da mesma linha chique, a Galeria Vittorio Emanuele II é um dos shoppings mais antigos do mundo. Forrada por mosaicos e com pé direito de 47m, reúne as lojas mais badaladas da moda. Ali pertinho, brilha também o teatro La Scala. Trata-se de uma das mais tradicionais casas de ópera da Europa. Foi inaugurada em 1778, no lugar de um teatro que havia sido destruído pelo fogo dois anos antes.
Já na cena boêmia, o bairro de Navigli, cortado por canais com direito a passeio de barco, é o destino! Os bares da região revelam-se um show à parte durante happy hour. Muitos deles oferecem até sessões de jazz. Por fim, não deixe de conferir os aprazíveis cafés e gelaterias com mesas na calçada. Apreciá-los é fechar qualquer rolê ou programa com chave de ouro!


