Sol, praia, noitada, azaração e muita gente bonita. Garotas siliconadas e rapazes sarados para todos os lados. Uma verdadeira ilha dos sonhos na alta temporada do verão espanhol, entre julho e setembro. Assim é a fabulosa Ibiza, um dos points mais disputados do mundo pelos baladeiros de plantão.
Milhares de turistas de todo os lugares desembarcam lá para curtir, além das praias paradisíacas, restaurantes, bares, paisagens naturais exuberantes, cercadas pelas águas do Mediterrâneo, e, claro, muita, muita, muita balada.
Quem procura noitadas, não precisa fazer o menor esforço. Todos os pontos, como hotéis, restaurantes e lojas, são normalmente invadidos por promoters das baladas, que buscam chamar a atenção do público usando belas modelos seminuas, drag-queens e percussionistas. A curtição dura, literalmente, 24h por dia. Haja energia!
O “esquenta” sempre começa a partir das 20h em um dos bares locais. Entre as opções de pré-agitos, estão o Café Del Mar, Savannah Beach Club, Sant Antony de Portmany e praias como Aigües Blanques e Cala de Sant Vicent, esta última a preferida dos paparazzi e do público jovem.
Depois da meia-noite, as danceterias, onde rolam apresentações de DJs internacionalmente consagrados da música eletrônica, ficam “bombadas”. O circuito de grandes festas acontece nos sete principais clubes da ilha: Privilege, Space, Pacha, Amnesia, Es Paradis, El Divino e Éden.
Pensa que acabou? Não! A noite é uma criança e, após altas horas da madrugada, a galera estica nas dayparties das praias. É da pista direto para o mar, sem trocar de roupas. Se de dia a mulherada faz topless na areia (em alguns locais é até permitido o nudismo), à noite a “pegação” é geral entre os festeiros. A Ses Salines é um dos picos after-hours mais concorridos da região. A badalação acontece do nascer ao pôr-do-sol, que, por sinal, é eleito um dos mais belos do mundo.
A fama festeira de Ibiza começou nos anos 60, quando os primeiros mochileiros hippies a escolheram como destino. Antes ocupada por mansões, a ilha recebeu uma grande comunidade "paz e amor". Já nos anos 70, o movimento “sexo, drogas e rock'n'roll” era praticado livremente, em festivais psicodélicos.
Até hoje, uma herança daquela época pode ser encontrada no Mercadito dos Hippies, também conhecido como Hippy Market. Funciona toda quarta-feira em Punta Arabi, como uma grande feira de artesanato e roupas feita pelos habitantes.
De resto, os jovens atuais adeptos da música eletrônica transformaram a ilha numa verdadeira discoteca flutuante. Vale bailar!
Festival Sónar
Antes de curtir os embalos da ilha de Ibiza, o viajante pode fazer um aquecimento em Barcelona, também abundante em boas baladas. A cidade catalã é palco do imperdível Festival Sónar, evento mundialmente conhecido na cena da música eletrônica e que reúne milhares de pessoas todo ano.
A tradicional rave acontece desde 1993, sempre em meados de junho, e dura três dias e três noites. Além das apresentações musicais, rolam exposições, projeções, conferências e debates entre os profissionais do setor. Muitos DJs brasileiros são convidados para comandar as pick ups do evento. Há até uma edição do Sónar, em São Paulo, e em outras grandes metrópoles do mundo.
Durante o dia, as atividades do festival, de caráter mais experimental, se passam no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB) e no Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (Macba), dois edifícios vizinhos no bairro do Raval, no centro da cidade. À noite, a festa rola solta em uma casa de espetáculos, em Hospitalet de Llobregat, um bairro operário vizinho a Barcelona. São várias horas de bate-estaca e pulação!


