Central Park: o grande quintal da família americana

Publicada em: 06/10/2009

Era 1857, quando foi  aberto ao público o espaço verde mais precioso de Nova York, o lendário Central Park, encravado como oásis no coração da ilha de Manhattan, exatamente no retângulo formado pelas ruas 59 e 110 com a Quinta e a Oitava Avenidas. Os pântanos e pedreiras dominantes no passado deram lugar para cerca de 3,5 km² de matas, gramados e lagos hoje frequentados por mais de 25 milhões de pessoas todo ano. Seu tamanho é quase o triplo do Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Projetado pelos arquitetos Calvert Vaux e Frederick Law Olmsted, o Central Park tem paisagismo inspirado em estilo inglês e italiano – baseado em ambientes bucólicos com cascatas, monumentos, arcos e pontes. Foi concebido desde o início para ser usado pelo povo e também tem toda uma mística de histórias curiosas, muitas vezes retratadas no cinema.

Os nova-iorquinos consideram o “Parque Central” o grande quintal de suas casas. Um monumento natural para relaxar, exercitar o corpo, fazer piqueniques, brincar no playground e até apreciar eventos culturais e musicais. No inverno, tem inclusive lago que vira pista de patinação no gelo.

Em geral, há no lugar um verdadeiro centro de diversões para todas as idades. E são muitas atrações para curtir. O passeio pelos 93 km de trilhas e alamedas pode ser feito a pé, de bike, de patins ou (que style!) de charrete.

Bicharada e crimes no passado

Antes do Central Park ser construído por um batalhão de três mil operários, viviam no local grupos variados de imigrantes, como alemães, irlandeses e negros recém-libertados da escravidão. Eles moravam em cortiços precários e criavam porcos e galinhas para a subsistência.

Após sua criação, o parque passou literalmente a fazer parte da vida de Nova York, a ponto de ser afetado até pelas crises econômicas que castigaram a cidade. Assim, entre os anos 60 e 80, a falta de verbas fez a prefeitura deixar de investir na manutenção e segurança do local.

Como reflexo, o parque chegou a ficar degradado. O cenário era de pichações, caminhos e estradas esburacadas, lagos sujos e vegetação judiada. O ápice do abandono se deu quando traficantes de droga passaram a dominar a região. Um ambiente perfeito para crimes, assaltos, assassinatos e estupros.

Diante da situação insustentável, a comunidade arregaçou as mangas e se organizou para formar a associação de amigos do parque. Após a mobilização popular, nascia em 1980 a Central Park Conservancy (CPC), uma organização governamental destinada a levantar verbas e a restaurar a área. Não demorou para o parque voltar a ser limpo, seguro e bonito.

Desde 98, ele é gerido pela CPC. E até hoje, a vizinhança continua dando um help solidário ao “quintal” e “pulmão” de Nova York. Cerca de 85% do seu orçamento vêm de doações de empresas e cidadãos. Tudo em prol da principal beleza da metrópole de arranha-céus!

Confira, abaixo, alguns do principais pontos que merecem visita dentro da minicidade existente no parque. E saiba tudo o que rola no www.centralpark.com:

Alice no País das Maravilhas: A personagem do famoso filme está eternizada em estátua de bronze no lado norte do parque. Com ela, estão os seus amigos Gato-que-Ri, o Chapeleiro Maluco e o Rato Silvestre. As crianças adoram escorregar em um banco-cogumelo.

Belvedere Castle: Os terraços do castelo proporcionam uma vista fantástica.

Bethesda Terrace: Considerado o "coração do parque", o terraço de Bethesda é o point mais fotografado por turistas. É onde também acontecem sessões de moda e filmagens para diversos filmes. Esculpida em 1873, a Fonte do Anjo das Águas é seu grande destaque.

Carrossel: Este tradicional brinquedo faz sucesso com a garotada, desde 1871, e fica no centro do parque.

Conservatory Water: Aos sábados, acontecem disputadas corridas de barcos de brinquedo. Diversão garantida para crianças e adultos.

Central Park Zoo: Situado no lado leste, tem até urso polar e leão marinho. A proposta é ver os animais bem de perto.

Estátua de Hans Christian Andersen: Um dos locais preferidos da criançada, onde são contadas histórias lúdicas e educativas.

Rinque Wollman: É a principal pista de patinação no gelo. No verão, o espaço vira um animado parque de diversões.

Shakespeare Garden: Uma área ajardinada de 16 mil m², com plantas e árvores citadas nas peças e poesias do legendário poeta e dramaturgo inglês.

Strawberry Fields: Esta área sossegada virou ponto de romaria, pois foi criada em memória do ex-Beatle, John Lennon, que morava ali perto e era assíduo frequentador do parque.

Tavern on the Green: Um restaurante diferente, em estufa de vidro e com cardápio do natural ao contemporâneo.

The Diary: Prédio em estilo gótico que sedia o Centro de Visitantes. Lá, é possível se atualizar sobre a rica programação de atividades do parque.

The Mall: Um calçadão arborizado e repleto de bancos para descansar. Reúne os artistas anônimos que se apresentam aos turistas.

The Ramble: Longa área arborizada para explorar e se aventurar. Cortada por trilhas, é o habitat natural de mais de 250 espécies de aves.

 

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