Cidade dos contos de fadas e duendes

Leia sobre os contos medievais e as crendices dos irlandeses.

Publicada em: 04/01/2010

A Irlanda é o último reduto do mundo celta na Europa. Por isso, paira na capital Dublin uma aura mágica e de fantasias. Isso porque os celtas eram um povo bastante religioso e cheio de crendices. Viviam em um santuário quase que na foz do rio Liffey, o principal da cidade. Eles realmente acreditavam e cultuavam duendes e fadas como alguns de seus vários deuses. Essas lendas da Antiguidade passaram de pai para filho por várias gerações, evocando até hoje mistérios de uma cultura digna de história de ficção.

Nos contos medievais irlandeses do século 14, por exemplo, nasceu o Leprechaun, um anãozinho sapateiro que esconde um pote de ouro. As fadas também fazem parte da mitologia de origem celta. Estão ligadas ao amor e como protetoras da natureza. Aliás, o que não falta lá é verde. Tanto é que das florestas da região saiu mais um símbolo da crença celta: o trevo- de-quatro-folhas, transformado em amuleto por magos da era antes de Cristo.

Diz a lenda que cada uma das folhas significa esperança, fé, amor e sorte. Para os celtas, o trevo era usado como elixir de cura e saúde e estava associado a Airmid, a deusa da medicina. Depois da cristianização da Irlanda, o trevo passou a representar a boa sorte e a prosperidade.

De certa maneira, todo o rico folclore celta realizava um papel de fé que a religião ocupou nos séculos seguintes. Com o avanço do cristianismo pelo Velho Continente, as pequenas criaturas mitológicas foram desmistificadas, perdendo devotos e espaço na mente humana.

Mesmo assim, as crenças milenares não desapareceram por completo. Quem visita Dublin volta com uma pulguinha atrás da orelha sobre o paralelo mundo sobrenatural de fadas e duendes. E até hoje há quem acredite e fique enfeitiçado!


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