De “patinho feio” à torre mais famosa do mundo

Publicada em: 05/06/2009

Considerada por muitos como uma das Sete Maravilhas do Mundo, a Torre Eiffel comemorou em março de 2009 nada menos que 120 anos de vida e muitos causos para contar. Mais interessante que o aniversário e suas homenagens previstas é saber a curiosa história que cerca o principal cartão-postal francês e um dos monumentos mais visitados do mundo. Os céticos que a satirizavam no passado como “chaminé de fábrica cinzenta” jamais poderiam imaginar todo seu sucesso atual.

Do alto de seus 324 metros de altura, equivalente a um prédio de 108 andares, a torre foi construída nas proximidades do rio Sena, em 1889, de forma temporária para ser a principal atração da Exposição Universal comemorativa à Revolução Francesa. O pai da estrutura de ferro forjado, batizada inicialmente de “Torre de 300 metros”, foi o engenheiro francês Gustave Eiffel.

Depois de muitas críticas, já que a nova obra era vista por artistas e estudiosos da época como um “patinho feio”, sua inauguração se deu com toda pompa e confete. Gustave Eiffel, que era expert em erguer pontes e também teve coparticipação no projeto da Estátua da Liberdade em Nova Iorque, subiu os 1.710 degraus existentes desde o piso até o terceiro andar da torre e hasteou a bandeira francesa – hoje, claro, é possível subir ao topo de elevador sem esforço.

A perpetuação da torre, contudo, correu riscos. Ela seria demolida em 1909 e só foi salva por ter sido descoberto seu uso para transmissão de sinais de rádio pela Marinha Francesa. Dali em diante, o povo parisiense não parou de endeusá-la. Chegou a ser a construção mais alta do mundo por mais de 40 anos até que, em 1929, perdeu o posto para o Edifício Chrysler, em Nova York. Mesmo assim, continua sendo o ponto mais elevado da França.

Como presente de aniversário, a Torre Eiffel ganhou uma nova camada de pintura cor bronze sobre suas 10,1 mil toneladas, distribuídas em 18.038 peças de ferro presas por 2,5 milhões de parafusos. Além de oferecer uma vista sem igual, este símbolo da era industrial francesa brilha nas noites com uma pirotecnia de luzes especiais, às vezes com cores temáticas a comemorações nacionais e internacionais. Sua iluminação interna faz com que se pareça até com uma gigantesca vela dourada.

Para dimensionar sua tamanha popularidade, a torre recebeu cerca de sete milhões de visitantes em 2008. Para todos, com certeza, estar dentro dela valeu mais que mil palavras, fotos ou qualquer outra lembrancinha. Rendeu a mais pura sensação de prazer. Parabéns e os votos de, no mínimo, mais 120 anos de vida para a “Senhora de Ferro”, como também é conhecida.

Voltar


Leia Mais

Outros artigos ver lista completa