Por causa da influência negra em alguns de nossos pratos, o brasileiro percebe algumas semelhanças do dia-a-dia com a culinária sul-africana, como a dobradinha, arroz, milho cozido, espinafre refogadinho e rabada.
No entanto, as principais diferenças da gastronomia de lá estão nas influências holandesas e asiáticas. Algumas iguarias locais chegam até ser curiosas. Paira no ar um tempero selvagem e exótico.
Se no mundo come-se truta defumada, na África do Sul come-se snoek (tubarãozinho) defumado. Se no mundo a carne de caça é associada a um coelho, lá pode ser um filé de warthog, o porco selvagem Pumba, de "O Rei Leão". Também é comum churrasco com as saborosas carnes de antílope e avestruz.
No amplo cardápio miscigenado, é possível elencar um top five da cozinha sul-africana. São eles: o "bobotie", o "braai", o "bunnychow", o "boerwoers" e o "oxtail".
O "braai" (churrasco) e o "boerwoers" (salsicha picante) são de influência holandesa. O "bunnychow" (pão sem miolo recheado com feijões com caril, frango e sardinha) é herança da presença indiana na costa leste do país, voltada para o Índico. O "bobotie" (à base de carne moída de pato) é da culinária cape malay, onde reinam os temperos malaios, que chegaram ao país com os escravos trazidos da Indonésia. Por fim, o "oxtail", equivalente à rabada, remonta à culinária negra.
Para beber, mate a sede com alguns dos sucos de frutas típicas. Destaques para o da marula (a fruta que dá origem ao licor Amarula) e o de lichia. E não deixe ainda de degustar os vinhos da região. Encorpados e ricos em aroma, estão entre os melhores do mundo.


