Como em todo país de influência inglesa e viking, os pubs são o centro da vida social nas principais cidades irlandesas. A vida noturna é agitadíssima no país, e a capital Dublin ferve com inúmeros estabelecimentos do gênero, freqüentados diariamente para happy hour.
Uma das áreas mais conhecidas por lá é o Temple Bar, bairro que conserva características medievais e abriga os melhores pubs. O mais famoso deles carrega o próprio nome da região, o Temple Bar, sendo parada obrigatória para qualquer turista. Ou para os mais intelectuais, há o Literary Pub Crawl, reduto dos escritores.
Nos bares, é possível literalmente fazer um brinde dos recordes. As cervejas são a grande estrela dessas casas, em especial a famosa e escura Guinness, existente desde 1759. Isso mesmo, não se trata de mera coincidência. Vem dela a idéia e o nome do tradicional “The Guinness Book of Records”, O Livro dos Recordes, lançado em 1954.
O projeto saiu da mente de um executivo da cervejaria que queria avaliar a melhor cerveja do mundo. O livro tinha o conceito inicial de ser apenas um brinde aos clientes. Mas, diante do sucesso da 1ª edição, o exemplar virou um negócio à parte e englobou uma diversidade de outras curiosidades.
Os amantes da cerveja ainda podem conhecer a fábrica da típica bebida irlandesa, que fica a alguns minutos de caminhada da região Temple Bar. No final do passeio, o visitante deve saborear um pint (copo) de Guinness, além de desfrutar de uma vista maravilhosa de Dublin, pois o bar possui uma visão panorâmica privilegiada.
Atualmente, a Guinness é comercializada num total de 155 países e possui 80% de participação no mercado mundial de cerveja preta. É a 6ª maior cervejaria mundial, dona também das marcas Harp, Kilkenny, Red Strip e Kaliber. Ao redor do planeta, 170 mil pubs consomem 10 milhões de pints de Guinness diariamente.
“Pai” do uísque
Paralelamente ao sucesso da cerveja, o uísque também é muito degustado naquelas terras. A Irlanda se proclama a inventora do “whisky”, em grande disputa com a Escócia por tal título.
A irlandesa Bushmills alega deter a licença mais antiga do mundo para destilação da bebida dourada: a licença é de James I de 1608. Mas, reza a lenda que o padroeiro do país, ST. Patrick, já fabricava nos anos 400 uma bebida com os mesmos ingredientes do whisky, muito tempo antes dos registros oficiais escoceses.







