Assim como em boa parte do Canadá, a principal manifestação cultural em Vancouver fica exposta e espalhada por diversos pontos públicos da cidade. São os totens esculpidos em madeira na forma de animais e homem. Tirar uma foto ao lado de um desses monumentos da arte local nativa é obrigatório.
As esculturas foram desenvolvidas por artesões das antigas civilizações que habitavam a costa oeste canadense. Eles moldavam no tronco de árvore figuras em alusão a peixes, aves, sapo, baleia, lobo, serpente e, inclusive, criaturas sobrenaturais. As imagens são colocadas sobrepostas uma na outra.
No passado, os totens serviam para homenagear pessoas, relembrar eventos, comemorar datas importantes, demarcar sepulturas, registrar um encontro com um “monstro”, ou simplesmente exercer papel decorativo. Foram descobertos pelos exploradores europeus no século 18 e não faziam o menor sentido para eles.
Isso porque as estruturas são cercadas de… mistééééério!!! Por trás de cada uma delas, há uma lenda ou história curiosa. Algumas fábulas dão conta até da transformação de um homem em animal, ou vice-versa. Atualmente, as esculturas são confeccionadas tanto por povos nativos da Província da Colúmbia Britânica, quanto por não nativos autorizados.
Como um quadro, os estudiosos de totens sabem dizer qual artista que o esculpiu e qual clã ele pertence. Para perceber a história desenvolvida ou o simbolismo escondido naquele tronco, é preciso examiná-lo em detalhe, olhando de baixo para cima, até o topo. Nem sempre dá para saber a mensagem oculta, a não ser que o escultor tenha contado ou deixado por escrito o verdadeiro significado de sua obra artística.
Em Vancouver, os totens mais visitados ficam no Stanley Park, o principal da cidade. Ao mesmo tempo, o acervo do Museu de Antropologia (MOA), da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), também é ricamente ilustrado pelas legendárias peças, além de uma valiosa coleção de objetos dos primeiros nativos da região. Como uma prévia da viagem, experimente um passeio virtual pelos antigos totens no próprio site do museu . Vale a pena!


