As iniciais de Los Angeles (LA) bem que poderiam expressar perfeitamente as características mais marcantes de sua população: Latina Americana. O sangue puro hispânico vem de berço. Afinal, a cidade foi fundada e colonizada por espanhóis. Depois, ainda ficou um período sob os domínios dos mexicanos até ser conquistada pelos americanos na metade do século 19.
Mesmo após ter se tornado independente, a metrópole eternizou o jeito latino em seu DNA, mas hoje vai além da monocultura. Na verdade, até por ter se transformado num condado composto por pequenas cidades autônomas e interligadas, virou um propício caldeirão de raças e uma das principais portas de entrada de imigrantes nos EUA. Aliás, quase metade da população de LA já é de estrangeiros.
Além da marcante origem hispânica, foram se criando outras áreas com fortes influências do povo asiático, cuja presença em Los Angeles é a maior do país. Japoneses, chineses, coreanos, tailandeses têm até bairros próprios, como Little Tokyo, Chinatown, Coreiatown e Thai Town.
Ultimamente, comunidades de armênios e bengaleses não param de crescer, constituíndo as chamadas “Pequena Armênia” e “Pequena Bangladesh”. E tem gente forasteira que não acaba mais: salvadorenhos, guatemaltecas, húngaros e israelenses também dão as caras em peso. Todos vivendo relativamente próximos uns aos outros.
Com tantos centros urbanos cada vez mais populosos, a cidade chegou a ficar fortemente demarcada pelos guetos afro-americanos e latinos nos anos 80 e 90, de onde pipocaram muitas manifestações culturais e até rixas entre gangues violentas. Agora, os tempos são outros: de paz, amor e boa vizinhança para todos.


