
Na capital da Espanha, país campeão da Copa do Mundo de Futebol de 2010, a grande torcida é pelo superpoderoso Real Madrid, considerado pela Fifa o maior clube do planeta no século 20.
Fundado em 1902 por um grupo de fãs do esporte bretão, o time merengue, como é conhecido, deixa a cidade madrilense em polvorosa quando entra em campo. Seus fanáticos torcedores lotam não só o tradicional estádio Santiago Bernabéu, com capacidade para 85 mil pessoas, como também bombam os bares e restaurantes para acompanhar as partidas ao vivo. Se o duelo é então contra o arquirrival Barcelona, haja coração!
O Real Madrid é famoso, ainda, por montar equipes “galácticas”, gastando toneladas de euros para trazer os melhores jogadores do mundo. Os amantes do futebol não se esquecem, por exemplo, daquele time que reunia craques como Ronaldo “Fenômeno”, Zidane, Figo, Raúl, Roberto Carlos, Owen e David Beckham.
Já em 2010 o clube madrilês contratou uma nova geração de galácticos. Arrematou numa só tacada as estrelas Kaká e Cristiano Ronaldo. Para isso, pagou nada menos que 65 e 94 milhões de euros, respectivamente. Este último valor desembolsado pelo atacante português representou a transação mais cara da história do futebol mundial.
O curioso é que, de tantos craques que já vestiram a camisa branca madrilena, o maior ídolo do clube foi um argentino. Trata-se de Alfredo di Stéfano, atacante que conduziu “Los blancos” a importantes títulos nos anos 1950. Muitos espanhóis e argentinos das antigas o consideram até melhor do que Pelé e Maradona. O fato é que Di Stéfano e outros galácticos tornaram o Real Madrid o maior campeão da Espanha e da Europa.
Primo Rico x Primo Pobre
Se o Real Madrid é o primo rico na capital espanhola, o Atlético de Madrid é o primo pobre. O clube atleticano também é bem tradicional na Espanha, sendo o segundo maior rival dos merengues, depois do Barcelona.
O clássico entre os times madrilenos é originalmente ligado às camadas sociais. Enquanto o Real representava a realeza e elite da cidade, o Atlético derivava do povão, pois sua antiga sede ficava em um bairro operário. No entanto, hoje em dia, ambos possuem torcedores em todas as classes sociais. Mas a maioria de fãs, é claro, pertence aos “blancos”.


