Engana-se quem pensa que Paris é considerada a Cidade das Luzes só por causa da quantidade de lâmpadas ou pelo pioneirismo em eletricidade. Se fosse só por isso, São Paulo hoje seria dono de tal posto, já que possui mais lâmpadas (560 mil) que a capital francesa (200 mil) e Nova Iorque (350 mil) juntas.
Mas de onde veio o apelido luminoso parisiense? Simples assim: do Iluminismo. Quem não se lembra daquela aula de história no colégio sobre a “luz das ideias” após o período de “trevas” da Idade Média? No século XVIII, intelectuais tentavam explicar o universo com a razão e a ciência. E iluminavam a mente humana com filosofia. Por esse motivo, Paris, uma das capitais europeias que abrigaram o movimento, ficou conhecida como Cidade Luz. A invenção dos postes de iluminação pública com lâmpadas a oléo para enfeitar só reforçou sua fama na virada do século XX.
Agora, em pleno século XXI, as luzes parisienses são outras e continuam a encantar o mundo. A técnica da eletricidade virou arte. E de noite, o show de luzes transforma a capital napoleônica em outra cidade. Os monumentos e símbolos arquitêtonicos sob os holofotes são um espetáculo imperdível, assim como os diversos jardins e espelhos d`água cintilantes.
A gótica catedral de Notre-Dame, por exemplo, se destaca noturnamente em meio a sombras e luzes. Os barcos piscantes do rio Sena jogam ainda mais luz sobre o mosaico urbano. Da Torre Eiffel, que patrulha a cidade com seu farol do ponto mais alto de Paris, mais de 20 mil minilâmpadas brilham em ritmo dançante a cada hora.
Em época de Natal e Ano Novo, então, é uma festa! O turista terá imagens que jamais tirará da retina. A Champs-Elysées, avenida principal onde fica o famoso Arco do Triunfo, se apresenta toda decorada e tira o fôlego de quem passa. No acender das luzes, tanto da Lua quanto das lâmpadas, Paris ganha nova vida e evidencia sua aura mágica.


