Mesmo se fosse real, o Museu de História Natural de Nova Iorque, onde personagens e objetos históricos ganham vida à noite, conforme roteiro do filme hollywoodiano sucesso de bilheteria, não chegaria aos pés do parisiense Louvre – considerado por muitos o patrimônio cultural mais importante do planeta e também cenário do polêmico longa Código Da Vinci.
Portanto, ir a Paris e não visitar o Museu do Louvre é como ir ao Vaticano e não ver o papa: um pecado! Seu grandioso acervo, que une o antigo ao moderno e contemporâneo, é tão amplo que requer dias ou até semanas para ser apreciado por completo. Mas, com um bom planejamento, é possível conhecer as principais obras do museu em um só dia.
A entrada aos visitantes já impressiona de cara. A recepção é feita pela famosa Pirâmide com 21 metros de altura e 200 toneladas de vidro e vigas. Antes de adentrar o recinto, pegue um mapa-guia (disponível em diversas línguas), que indicará os melhores pontos de partida dessa enriquecedora expedição.
Na área interna, há três direções a seguir: Sully, Richelieu e Denon. São três alas do edifício batizadas em homenagem a antigos funcionários da realeza. Além disso, existem quatro andares de exposições, do subterrâneo ao 3° piso. As seções dentro do museu estão divididas em Antiguidades Orientais, Egípcias, Gregas, Romanas, esculturas e Louvre Medieval.
As galerias com as pinturas mais célebres do mundo são as mais visitadas e ficam na direção Denon. Lá, o turista encontra quadros de mestres das artes como Rembrandt, Michelangelo e Leonardo da Vinci, autor da enigmática obra La Gioconda, retrato de Mona Lisa, que atrai multidões de curiosos. Podem, ainda, ser conferidas no local peças de outros gênios da tinta e das esculturas europeias, além de incontáveis artefatos da civilização antiga. Entre tantos tesouros e relíquias, que remontam há até 1700 a.C., o Louvre conserva mais de oito mil peças de variadas idades e regiões. Muitos desses itens preciosos vieram da Abbaye de St-Denis, onde eram coroados os reis da França.
A própria imponente sede do museu faz parte da história francesa desde os tempos medievais. Ela foi originalmente construída, em 1190, pelo rei Filipe Augusto como uma fortaleza para proteger Paris dos ataques vikings. Passada a época bárbara, Francisco I transformou o antigo forte em edifício de estilo renascentista para ser o Palácio dos Reis franceses, que depois se mudaram para o Castelo de Versalles. Alguns séculos depois de reis e imperadores, o museu foi ampliado até ganhar o status atual. As últimas novas coleções de arte que chegaram ao acervo, em 2004, vieram da África, Ásia, Oceania e Américas.
Para sentir um gostinho prévio de estar no lendário santuário de artes parisiense, o turista pode até fazer um passeio virtual em francês, inglês ou espanhol, através do site oficial da instituição: www.louvre.fr. Boa visita!


