Dá para supor que num belo dia os deuses em busca de lazer apontaram para Auckland e disseram: “Este é o lugar!”. Então, a cidade floresceu em volta de uma baía e também em meio à cadeia de montanhas, vulcões (inativos, diga-se de passagem), parques, florestas, lagos, cachoeiras, grutas, praias e ilhas de mar azul cristalino, formando um dos cenários mais lindos do mundo atual.
A arquitetura moderna coexiste em harmonia com a exuberante paisagem. Toda a infraestrutura turística da metrópole adaptou-se à natureza, e não o contrário. Por conta disso, os aucklanders nutrem grande amor pela vida ao ar livre, tamanha a quantidade de vistas privilegiadas para contemplar. De quebra, a temperatura dá um charme extra às belezas naturais. O clima é aprazível tanto no verão quanto no inverno, este suave e com pouca queda de neve.
Com o ambiente totalmente a favor, é só escolher um dos vários passeios ecológicos. O conjunto formado por cerca de 50 vulcões pode ser o ponto de partida. Mas não se preocupe, os cones vulcânicos são dormentes ou extintos. Muitos hoje formados com topografia de lagos ou depressões. Dessa forma, nada de larvas e fogo! O máximo que pode sair deles é um abundante show de gêiseres, uma nascente termal que entra em erupção e joga jato de água quente e vapor para o ar.
Bastante visitado, o One Tree Hill, em Cornwall Park, é um extinto vulcão, que tem um pico de 182 metros de altura e um mirante natural com bela vista de Auckland. Por falar em parques, o Domain é o maior da cidade. Outras regiões verdes bem frequentadas são Victoria Park, Myers Park e Western Springs.
Destacam-se ainda os bosques naturais do Parque Natural de Waitakere e as espécies de animais selvagens do Parque Hunua Ranges. Contudo, em termos de vegetação, nada se compara ao Jardim Botânico, situado no bairro de Manurewa. O local tem mais de 10 mil plantas do mundo todo expostas em uma área de 64 hectares. Em março, recebe a Ellerslie Flower Show, famosa mostra internacional de flores.
No quesito montanhoso, Mount Eden proporciona um visual top. Já para espreguiçar o corpo à beira-mar, há praias deliciosas, como Piha, karekare, Bethell’s e Pakiri (onde é possível até fazer passeio a cavalo). Pelas bandas do porto, os ecoturistas ainda podem rumar de barco em direção às ilhas-vulcânicas do golfo Hakurai, como Rangitoto e Waiheke. Ambas dispõem de boas trilhas e de muitas vistas dignas de porta-retrato. De fato, Auckland é por inteira a imagem (a olho nu) de um santuário para posteridade. Basta olhar para crer e lembrar para sempre!


