Eu Fui!


Beatriz M. Lacerda

Trabalhou no parque Six Flags, nos EUA e depois em um Hotel na Nova Zelândia

Meu nome é Beatriz M. Lacerda. Tenho 23 anos. Nasci e cresci em Bauru. Assim como muitos jovens e amigos da mesma idade, fui passar um ano no exterior. Vou contar um pouco de como foi minha experiência lá fora, para que outras pessoas possam se identificar comigo ou queiram repartir sua própria história.

Me formei em administração na USP de Ribeirão Preto ano passado e, assim como muitos da minha idade, fui atrás da Busca. Que busca? Sei lá, aquela vontade de sair de casa e enxergar a vida de outro ângulo.

Então, com apoio da família e da CI, fui pos Estados Unidos (New Jersey) pra trabalhar num parque de diversão, chamado Six Flags. Lá encontrei também 150 jovens internacionais, dentre eles, 30 brasileiros e mais um bauruense, como eu.

Morávamos em casinhas que pareciam “containers” de tão pequena. E descobrimos que o Six Flags não era só diversão. Era uma empresa como outra qualquer e também tinha muitos pontos a melhorar.

Alguns de nós, como eu, virou manager de lojas de merchandise. Então ganhamos mais responsabilidades e aprendemos a lidar com team members felizes, ou não, clientes satisfeitos, ou não e a cooperar em equipe.

Fora do Six Flags, a gente tinha uma vida meio precária. A internet era discada, morávamos no meio da Estrada, a segurança do housing era de se duvidar, e tranporte até cidade, shopping e mercado não era acessível como precisávamos. Mas mesmo assim, a gente sempre tira a lição e aprende a se divertir. Festas, carona de amigos, karaokê da beira da Estrada, viagens, pessoal do trabalho que sempre faz dá aquele apoio. Comprei uma bike, fiz várias trilhas, comprei um violão pra cantar e pra espantar a saudade de casa.

No final de oito meses, eu queria viver mais que isso. Eu queria conhecer uma cultura diferente da americana, queria pessoas com novas idéias, queria uma cultura mais saudável, com responsabilidade social e ambiental, queria lugares cinematográficos. Queria só usar o inglês no meu dia-a-dia e ver até onde eu ia chegar.

Fiz as contas. Liguei pra família. Liguei pra CI. Liguei pra uma prima da Nova Zelândia. Mala pronta e violão na mão. Fui!

E lá eu encontrei tudo isso o que eu tava esperando! Planejei um mês de viagem, mas o desafio era de ficar três meses. Morei em Auckland com minha família no começo. Estudei inglês pra business. Viajei pela Nova Zelândia. Toquei violão na rua, já que ninguém me conhecia, e até fiz uns trocados.

Mudei de cidade. Fui me virar em Wellington, na capital. Trabalhei num hotel por acomodação e fiquei fuçando o que mais poderia fazer. Como não tinha visto de trabalho, tentei de tudo: estágio, trabalho voluntário e trabalho informal. E, ainda bem, que rolou o trabalho informal. O bolso já tava gritando já. E, assim, arrumei trabalho num restaurante marroquino. Tive que rodar bastante a Nova Zelândia e persistir no que eu queria. E valeu a pena. Conheci pessoas incríveis, com realidades muito diferentes da minha: Estudantes, profissionais, mochileiros do mundo, pessoas de comunidade, músicos, etc.

Então chegou a hora de voltar. Fiz o balance na cabeça de tudo o que valeu e do que aprendi pra começar a desenhar como seria minha vida no Brasil. E, aqui cheguei, com energia nova pra começar tudo de novo.

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