Eu Fui!


Vivian Santinon

Quando me inscrevi na IAESTE eu queria ir pra qualquer país da Europa. Minha intenção era ter a oportunidade de ver arquiteturas diferentes, sob outro ponto de vista. Por isso achei que um estágio no exterior fosse me proporcionar isso. E realmente foi isso que aconteceu.

Desde o momento da inscrição, escolha das vagas e até o final a CI Guarulhos me orientou muito bem. Como tinha uma pontuação baixa, me candidatei para varias opções no leste europeu (porque a concorrência é menor) e também para algumas vagas na Espanha. Fiquei surpresa quando consegui uma vaga em Barcelona.

Depois de alguns meses, a Espanha cancelou todas as vagas, inclusive a minha! E neste momento também a galera da IAESTE foi essencial e me ofereceu algumas vagas remanescentes, uma delas na Romênia, que é pra onde eu fui.

Foram dois meses de estágio, tempo suficiente pra viajar pelo país, e conhecer todas suas peculiaridades. Fui muito bem recebida no aeroporto por uma participante da IAESTE, ela me levou até o apartamento e depois ainda para conhecer a cidade.

A princípio, fiquei um pouco surpresa com a pobreza do país. Pensei que só porque se tratava de um país europeu já seria um lugar melhor que o Brasil. Não é. Eles têm problemas assim como nós temos aqui, com algumas diferenças, claro. É um país que já passou pelo comunismo, portanto, ainda tem muitos resquícios dessa época.

Também percebi que os romenos adoram falar mal do país, eles são bastante críticos e politizados. Por isso tive uma primeira impressão ruim. Mas me adaptei muito rápido e depois de pouco tempo comecei a perceber as qualidades e a gostar muito.  

Fiquei hospedada no alojamento da universidade, num apartamento bem confortável que eu dividia com uma garota tailandesa e depois de algum tempo, com uma grega também. Todos os outros participantes da IAESTE moram no mesmo prédio, o que é muito legal porque todo mundo se conhece, se ajuda, viaja junto, faz festa...  Sem contar o fato de conhecer pessoas do mundo todo que é incrível. As diferenças culturais são pura diversão e como todos vão pra lá com os mesmos objetivos é muito fácil se identificar com a turma.

Fiz estágio em um escritório grande em Bucareste. Lá tive oportunidade de participar da criação de projetos preliminares, o que foi ótimo para aprender sobre o modo romeno de projetar e de viver, através da concepção dos espaços. No escritório, eles estão acostumados a receber estrangeiros. Entendem que os estagiários não estão lá somente para trabalhar, mas também pra conhecer o país, a cultura, as pessoas... Então eles não são muito rígidos e inclusive me deixavam faltar um dia ou outro pra viajar, além de me darem todas as dicas para as viagens.

Todos falavam inglês muito bem, portanto, a comunicação não foi obstáculo. Aliás, na Romênia, praticamente todos os jovens falam inglês fluentemente.  A comunicação só fica mais difícil com as pessoas mais velhas que além de falarem Romeno, falam Russo ou Húngaro.

Achei muito interessante ter ido pra um país do leste, um país que já foi comunista. Por ter ficado lá dois meses tive uma percepção bem diferente de uma simples turista. Tendo a oportunidade de conversar com os romenos sobre política e as transformações que vêm ocorrendo por lá. Pude conhecer melhor os costumes, a comida e me divertir ou me atrapalhar com as diferenças culturais!

Sem dúvida, esta viagem me trouxe muito mais que experiência profissional, mas sim uma experiência de vida que eu nunca mais vou esquecer.

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