Eu Fui!


Maite Covas

Confesso que crianças não são a minha maior paixão... Porque sou meio brava e não tenho muito jeito para brincar, mas minha surpresa foi espantosa.

Nos primeiros dias nos estranhávamos, tanto nós voluntários quanto as crianças. Elas nos olhavam de lado, curiosas, intrigadas, desconfiadas e, ao mesmo tempo, animadas.

O primeiro dia foi assim, distante. A partir do segundo dia, na Bulugha Farm School, tudo mudou; um pequenino de 5 anos derrubou as pranchetas de madeira, sem querer, na cabeça da amiguinha, que abriu um berreiro. Minha amiga e dupla, Mariana Guimarães, foi acudir a menina. Quando olhei, o menino estava chorando, morrendo de dó por ter machucado a colega, nesse momento ele veio sentar no meu colo e me abraçou.

A partir daí todas as barreiras foram quebradas, tanto as nossas quanto a das crianças. Foi paixão à segunda vista! Todos os dias cedinho, as 8 da manhã, enquanto eles cantavam e rezavam com os professores e diretores, já sorriam e acenavam animados para nós! As brincadeiras eram sempre fantásticas e divertidas.

Na nossa sala fazíamos duas “partes” de aula: a parte de aprender (caligrafia, contas, etc) e uma parte de brincadeira (com músicas, jogos, etc). Foi gratificante ver crianças que não sabiam segurar o lápis escrevendo os próprios nomes ao final de apenas 15 dias de convivência. Mostra que elas precisam de estímulo e que, mesmo que nossa ajuda seja pequenininha, ela faz a diferença.

No último dia fizemos uma festinha, com chocolate, bexigas, pintura facial e muuuuuuitas fotos! Fomos homenageadas por aqueles pititicos e também pelas crianças mais velhas da escola. Foi lindo.
Sei que todo mundo deve falar isso, e que já virou clichê..mas mudou a minha vida. Foi apaixonante."

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